História
O desenvolvimento da Póvoa de Varzim como importante comunidade piscatória no século XVIII leva a que seja feita uma provisão régia por D. Maria I expedida pela rainha em 21 de Fevereiro de 1791, encarregando o Corregedor Francisco de Almada e Mendonça (o Almada) de reestruturar a urbanização da Póvoa de Varzim, nomeadamente a criação de uma praça nova no antigo Largo da Feira, substituindo a pequena Praça Velha em frente aos antigos paços do concelho no Bairro da Matriz como centro cívico. “Que no Campo da Calssada se construa huma Praça ampla para os mercados e outros logradouros da Povoação e que nella se construão as obras com cazas alpendoradas, Arvores, e hum chafariz nomeyo tudo na conformidade da Planta designada pello dito Tenente Coronel”. Esse Tenente Coronel era Reinaldo Oudinot. A praça veio também a ligar o Bairro da Matriz, centro histórico, ao Bairro Sul, onde se concentrou a então florescente população piscatória. A praça veio mais tarde a denominar-se Praça do Almada, em honra ao corregedor.
Antiga zona burguesa por excelência, com a importância comercial e empresarial crescentes da Rua da Junqueira e da Praça do Almada, cujos espaços foram tomandos por actividades terciárias, de tal forma que, hoje, são poucas as pessoas vivem nas zonas mais centrais da cidade.
No Século XIX e sob as visões de David Alves, quando a Póvoa já se tinha transformado numa próspera estância balnear, sugeriu a demolição de sectores da vila que tinham crescido de forma pouco ordenada, criando assim um bairro balnear para banhistas abastados, a Avenida Mousinho de Albuquerque, que liga o Passeio Alegre à zona alta da cidade pelo Largo das Dores. Durante o século XX, algumas dessas mansões foram destruídos para dar lugar a casas multifamiliares. Ganhou um novo carácter, tornando-se numa avenida central de serviços e iniciou-se um programa de reabilitação no século XXI.




